Biobibliografia resumida


Arthur José Poerner (1939), escritor e jornalista carioca. Bacharel em Direito, com pós-graduação em Comunicação. Ex-presidente da Fundação Museu da Imagem e do Som (MIS), do Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro e da Casa Cuba Brasil. Professor de Jornalismo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Autor de diversos livros, entre eles Argélia: o caminho da independência (Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1966); O poder jovem: história da participação política dos estudantes brasileiros (Civilização Brasileira, 1968), proibido pela ditadura após o AI-5, relançado, clandestinamente, pelo movimento estudantil, em 1977, e reeditado em 1979 (Civilização Brasileira), 1995 (Centro de Memória da Juventude, São Paulo) e 2004 (Booklink, Rio de Janeiro); o romance Nas profundas do inferno, baseado nas experiências de prisão política, lançado na Espanha (Bruguera, Barcelona, 1978) e premiado na Itália (Mazzotta, Milão, 1978), antes da publicação no Brasil (Codecri, 1979, e Booklink, 2007, ambas editoras cariocas); e Identidade cultural na era da globalização ( Revan, Rio, 1997).
É co-autor, entre outras obras, de Assim marcha a família (Civilização Brasileira, 1965), Memórias do exílio (Arcádia, Lisboa, 1976, e Livramento, São Paulo, 1978) e Nossa paixão era inventar um novo tempo (Rosa dos Tempos, Rio de Janeiro, 1999), coletânea de depoimentos sobre a resistência à ditadura militar.

No jornalismo, começou em 1962, no Jornal do Comércio; foi diretor da Folha da Semana (1965/66) e redator do Correio da Manhã (1963/70),
no Rio de Janeiro. Durante o exílio, após a prisão em 1970, foi redator e locutor da Voz da Alemanha, de Colônia, e correspondente do Pasquim (Rio de Janeiro) e da revista Istoé (São Paulo), na Alemanha. De volta ao Brasil, em 1984, foi editor de Cultura da TV Globo e colaborador da revista Cadernos do Terceiro Mundo, d’O Estado de São Paulo, d’Opasquim21 e do Jornal do Brasil.

Em outras áreas culturais, é letrista em parcerias com Candeia, João do Vale, Baden Powell e Biafra, com músicas gravadas, entre outros, por Cristina Buarque, Eliana Pitman e Vanja Orico; e autor da peça Feijoada, premiada, em 1981, pelo Serviço Nacional de Teatro. Foi membro do Conselho de Carnaval da Cidade do Rio de Janeiro.
É membro titular do Pen Clube do Brasil e do Conselho Deliberativo e da Comissão de Ética dos Meios de Comunicação da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
Condecorado, em 2000, com a Medalha de Mérito Pedro Ernesto, da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, e, em 2005, com o Título de Benemérito do Estado do Rio de Janeiro, da Assembléia Legislativa. Medalha Chico Mendes de Resistência 2010. É membro do Conselho Deliberativo e da Comissão de Ética dos Meios de Comunicação da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

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