Posses na
Academia Brasileira da Cachaça: Sérgio Cabral e Luís Pimentel
Serão hoje,
com coquetel oferecido pelo Abílio Fernandes (dono da rede de restaurantes
“Manuel e Joaquim”), as posses dos jornalistas Sérgio Cabral (o pai) e Luís
Pimentel na Academia Brasileira da Cachaça. Ambos são também escritores, e dos
bons, mas a Academia – atenção! – Não é a de Letras, e, sim, a da Cachaça.
As duas têm 40
membros cada, todos de alguma forma ilustres, ainda que na nossa, o
brilho mais ostensivo às vezes possa, à primeira vista, provir das garrafas de
artesanais mineiras. Chá versus cachaça regando as reuniões não é, lógico, a
única nem a maior das diferenças entre essas academias. A mais patética é que,
na nossa, da qual sou um dos 30 que a fundaram em 1993, as vagas são abertas
não somente pelas mortes, mas também por eventuais cirroses hepáticas. Não sei
se por falta de cirróticos, fato é que a drástica e inapelável medida ficou na
ideia, jamais foi aplicada; tampouco, a sumária exclusão – conforme propugnava
o Fausto Wolff, líder da corrente fundamentalista do nosso nacionalismo
cachaceiro - dos que, por razões diversas, se tornem abstêmios.
Em suma, o fundamental não é beber muito, mas
fazê-lo bem. No mais, é o que o Ziraldo, outro dos fundadores, disse, quando
questionada a sua posição de membro, já que ele mesmo havia declarado que tinha
deixado de tomar cachaça: - “Na Academia Brasileira de Letras, também tem gente
que não escreve livro há muito tempo...”
Em anexo, a relação atual dos membros, ainda
incluindo o nome do querido amigo e irmão, ator e diretor cinematográfico
Zózimo Bulbul, cuja partida, em fins de janeiro passado, abril uma nova
vaga.
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